domingo, 11 de outubro de 2009

Merlot


Origem
uma das melhores uvas do mundo, original de Bordeaux (França). É hoje das mais cultivadas em todo mundo, produzindo excelentes varietais. Na sua origem, entra na composição dos grandes bordeaux, habilmente combinada com cabernet sauvignon, e cabernet franc ou verdot. Tem ampla capacidade de envelhecimento.

Regiões de produção
A região imbatível do Merlot é Saint-Emilion, em Bordeaux. Ali são feitas peças divinas como Chateau Cheval Blanc e Chateau Petrus. Fora dali, espalha-se por todo o mundo, sendo digno de nota os Merlot chilenos californianos, e neo-zelandeses. Na Itália tem feito boas combinações com a SanGiovese.

Características dos Vinhos
Novamente, os divinos são uma experiencia á parte. Os bons varietais mortais, tem caracteristicas semelhantes á Malbec, entretanto considera-se a Merlot via-de-regra superior a Malbec; sua cor rubi-violácea forte, densa, já revela no visual o vinho de aromas maduros que virá; no paladar, preenche a boca e mostra frutas maduras, e se teve envelhecimento, um nítido tabaco, notas de baunilha e especiarias, e um toque de couro, com tato macio e final de boca longo e persistente.

Harmonização
devido ao seu corpo pleno e taninos robustos e equilibrados, será sempre boa companhia para carnes, caças e aves mais consistentes (frango não!). Com seu toque macio dos açucares remanescentes, e o bom equilíbrio entre acidez e alcool, e taninos e antocianos presentes, é bom acompanhamento também para pratos de carne de porco, pernil, lombinho grelhado, com batatas, ou num toque mais brasileiro, aipim (mandioca) frita, ervilhas. Não esqecer dos queijos amarelos.

Lambrusco


Origem
Sem dúvida a uva mais conhecida da Emilia-Romagna. Produz o vinho frisante de mesmo nome. Na maioria dos casos, o Lambrusco é amabile (meio-doce) ou doce, embora sejam produzidos Lambruscos abbocato (meio-seco) e seco, que sao na verdade os melhores. Uva tinta.

Regiões de produção
Embora não haja impedimento de se produzir vinhos com a uva Lambrusco em outras regiões, a região demarcada (DOC)é Modena, na Emilia.

Características dos Vinhos
É um vinho tinto leve, que deve ser tomado gelado (8-10 C), saboroso e ligeiro, sem grande expressão, mas com longa tradiçao -- devido á inovaçao de ter sido um dos primeiros vinhos frizzantes. Em geral pouco alcoolico, em torno de 10-11%. O abbocato é talvez o mais agradável, sendo o secco muito adstringente.

Harmonização
Apesar de tinto, sua harmonizaçao é com saladas (palmito, endivias, cogumelos), maionaise, peixes frios e queijos (cabra e amarelos). Uma combinaçao interessante é o amabile ou abbocato com gorgonzola, passas e torradas. Outra opçao é com crêpes ou sanduiches, acompanhando saladas verdes.

Moscatel (Moscato)


Origem
uva branca com elevado teor de açúcar, original da Alemanha e da Itália. É a mãe de muitos vinhos Mosel (Alemanha), e do espumante Asti italiano, produzido no Piemonte. A moscatel é muito apreciada como uva de mesa, e não chega a produzir grandes vinhos.

Regiões de produção
Piemonte, norte da Itália; Mosel, oeste da Alemanha. Vinhos adocicados e frutados, mesmo os espumantes. O mais famoso é o Moscato d´Asti.

Características dos Vinhos
espumantes doce e meio-doce, onde a acidez mistura-se com o elevado teor de açúcar, resultando num vinho de cor palha claro, sem maiores predicados.

Harmonização
bolos e doces.

Malbec


Origem
Uva tinta originária da região de Bordeaux (França). Trata-se de uma casta muito semelhante a Merlot, e com as mesma s características de cor rubi violácea, sabor maduro de frutas secas e especiarias; no paladar nota-se um leve adocicado, devido principalmente aos taninos redondos e elevada alcoolicidade que alcança. Capaz de produzir vinhos de guarda; sendo que em menos de 3 anos apresenta vinhos desequilibrados, onde alcool, acidez e taninos guerreiam contra o consumidor.

Regiões de produção
Como outras uvas francesas, espalhou-se pelo mundo; é bastante utilizada em vinhos varietais, principalmente na Argentina e Califórnia. Na França ainda entre como corte nos vinhos Bordeaux, junto com Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Mas sua terra hoje é Mendoza.

Características dos Vinhos
O vinho Malbec varietal apresenta uma bela cor vermelho púrpura, intensa, e aroma frutado revelando vinho novo; no paladar apresenta-se saboroso e macio, indicando que os açúcares escondem bem os taninos. Os mais envelhecidos, se foram bem produzidos, apresentarão grande harmonia, bom corpo, e longo fim de boca (com leve amargor).

Harmonização
Harmoniza-se com carnes vermelhas, churrasco, feijoada, e queijos fortes, pois tem taninos e antocianos (pigmentos da uva) fortes, mas não agressivos -- quando bem elaborados e envelhecidos 2 ou 3 anos, podendo ser até bem mais. Não combinará com defumados, nem com gorgonzola, nem com massas com tomates. Muito menos com saladas.

Pinotage


Origem
combinação híbrida de pinot noir e cinsault, realizada na África do Sul. Por alguma razão desconhecida, a cinsault foi levada da sua origem (Cotes du Rhône, França) para a região do Cabo, com o nome de ‘hermitage’ daí o nome ‘pinot-tage’.

Regiões de produção
feita e mantida na África do Sul, a Pinotage é hoje uma marca desse país, como a Malbec é da Argentina, e a Carmenére do Chile. Produz bons varietais, de médio corpo e alguma guarda.

Características dos Vinhos
Trata-se de uma uva que produz vinhos potentes, com cor vermelha escura, e bastante alcoólicos (14o) e tanicos; aromas de frutas secas, especiarias e toques de menta/ hortelã; no paladar aparecem nitididamente as especiarias, marcada adstringencia e pimenta do reino. São bons vinhos, com corpo médio, e estrutura firme; mas não são grandes vinhos.

Harmonização
devido á sua potencia vai bem com carnes em churrasco, batatas assadas, porco no rolete, e outras comidas fortes. Pode ser um bom acompanhamento para um virado a paulista ou um tutu a mineira, com couve, ovo e linguiça.

Pinot Noir


Origem
excelente uva da região da Borgonha (Bourgogne, França). A Pinot Noir é sozinha responsável por alguns dos melhores vinhos tintos do mundo. Já foi transplantada para muitos paises, com razoável sucesso. Entretanto, a Pinot Noir fora de seus "terroirs" originais não tem desempenho que chegue aos pés das origens. Ocorrem também a Pinot Gris, Pinot blanc, e Pinot Meunier, que dão ótimos vinhos brancos. A Pinot Noir pode dar também vinho branco quando suavemente macerada; combinada com a pinot meunier e chardonnay, formam por excelência, as castas originais do champagne.

Regiões de produção
Os melhores vinhos da Borgonha são elaborados a partir dela, entre eles os Côtes de Beaune, Nuits-St.Georges, e o famoso Romanée Conti. No Novo Mundo, tem-se conseguido bons 9ou mesmo muito bons) Pinot Noir na Califórnia, no Uruguay, e na Nova Zelandia.

Características dos Vinhos
os "grand cru" da Borgonha -- os Clos Vougeot, os Romanée Saint Vivant e Romanée Conti, os Grand Echezaux, Richebourg, e alguns outros, são experiencias míticas (e místicas), indescritíveis. Os outros (menos espetaculares e muito mais acessíveis) são deliciosos vinhos de coloração rubi, com clareza translucida, mas com sabor e aroma marcantes, puxando a cerejas, ameixas frescas, umas notas de cassis e myrtilles; na boca surpreende o contratste da cor vermelho brilhante, com sabor intenso e taninos firmes, mas corpo médio. Dependendo do modo de elaboração (bem como dos vinhedos que se tem) pode ser feito para consumo pronto (2 anos) ou para longevidade (10, 20, 30 anso).

Harmonização
devido á sua potencia pode acompanhar (ou ser acompanhado por) carnes vermelhas bem preparadas, queijos e fondue (de queijo ou bourguignone, claro). Devido ao seu corpo médio e sua acidez equilibrada com taninos redondos, não irá bem com feijoada ou churrasco (há outras boas opções para isso), mas aceitará bem uma carne seca com queijo de coalho. Aves, caça, vitela e porco -- mesmo um bom javali -- são perfeitos com Pinot Noir. Conferir o filme "Festa de Babette".

Cabernet Sauvignon


Origem
Uva tinta de ótima qualidade, originalmente proveniente de Bordeaux (França). A casta cabernet sauvignon é considerada a rainha das uvas, pela longa e consistente história de mais de 200 anos, e pelo alto equilíbrio, robustez e desempenho dos vinhos produzidos não só na sua origem, mas em todas as partes do mundo. A Cabernet Sauvignon é de fato uma uva híbrida, "inventada" no séc. XVIII, a partir de um cruzamento bem sucedido da cabernet franc (cabernet) com a sauvignon blanc (sauvignon); na verdade a designação sauvignon rouge ainda existe na França; quase desapareceu no séc. XIX com a praga filoxera. Hoje é utilizada não só na composição de vinhos Bordeaux (q.v.), tanto os genéricos como os famosos "châteaux" específicos, mas é também responsável por bons varietais, robustos e aromáticos, com acidez equilibrada e bons taninos.

Regiões de produção
A partir de Bordeaux, espalhou-se mais para o sul da França, atravessou para Espanha, foi para Itália, atravessou o Atlantico e hoje é a uva mais plantada em todo o mundo. Sua maior expressão continua sendo nos vinhos "grand cru" de Bordeaux, em que é combinada com cabernet franc, merlot, e petit verdot. Mas tem dado o que falar na California, Chile e Austrália.

Características dos Vinhos
Os Cabernet Sauvignon mais baratos e de menos de 4 anos, não devem ser considerados, pois são uma lástima. Os bons Cabernet Sauvignon requerem um tempo de guarda no produtor, a fim de afinar os taninos agressivos, e dar corpo ao vinho. Aí sim aparece o valor da variedade, sua estrutura, seu corpo, seus aromas de cassis e ameixas pretas, tabaco, tons de cacau, baunilha; em sua cor vermelho escuro, que vai clareando ligeiramente com o passar dos anos, e assumnindo tons alaranjados ou castanhos. Vinhos maravilhosos.

Harmonização
Carnes vermelhas, goulash, strogonoff, souflés de queijo e batatas; carne seca, bem preparada, com purê de mandioca.

sábado, 10 de outubro de 2009

História da Cerveja



Há cerca de 10 mil anos, o homem antigo descobriu, por acaso, o processo de fermentação, no que surgiram, em pequena escala, as primeiras bebidas alcoólicas. Mais tarde, a cerveja era produzida inicialmente pelos padeiros, devido a natureza dos ingredientes que utilizavam: leveduras e grãos de cereais. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente, moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar.
Há evidências de que a prática da cervejaria originou-se na região da Mesopotâmia onde a cevada cresce em estado selvagem. Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente 6 mil anos e remetem aos Sumérios, povo mesopotâmico. A primeira cerveja produzida foi, provavelmente, um acidente. Documentos históricos mostram que em 2100 a.C. os sumérios alegravam-se com uma bebida fermentada, obtida de cereais. Na Suméria, cerca de 40% da produção dos cereais destinavam-se às cervejarias chamadas "casas de cerveja", mantida por mulheres. Os egípcios logo aprenderam a arte de fabricar cerveja e carregaram a tradição no milênio seguinte, agregando o líquido à sua dieta diária.
A cerveja produzida naquela época era bem diferente da de hoje em dia. Era escura, forte e muitas vezes substituía a água, sujeita a todos os tipos de contaminação, causando diversas doenças à população. Mas a base do produto, a cevada fermentada, era a mesma.
A expansão definitiva da cerveja se deu com o Império Romano, que se encarregou de levá-la para todos os cantos onde ainda não era conhecida. Júlio César era um grande admirador da cerveja e, em 49 a.C., depois de cruzar o Rubicão, ele deu uma grande festa a seus comandantes, na qual a principal bebida era a cerveja. A César também é atribuída a introdução de cerveja entre os britânicos, pois quando ele chegou à Britânia, esse povo apenas bebia leite e licor de mel. Através dos romanos a cerveja também chegou à Gália, hoje a França.
E foi aí que a bebida definitivamente ganhou seu nome latino pelo qual conhecemos hoje. Os gauleses denominavam essa bebida de cevada fermentada de “cerevisia” ou “cervisia” em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade.
Na Idade Média, os conventos assumiram a fabricação da cerveja que, até então, era uma atividade familiar, como cozer o pão ou fiar o linho. Pouco a pouco, à medida que cresciam os aglomerados populacionais e que se libertavam os servos, entre os séculos VII e IX, começaram a surgir artesãos cervejeiros, trabalhando principalmente para grandes senhores e para abadias e mosteiros. O monopólio da fabricação da cerveja até por volta do século XI continuou com os conventos que desempenhavam relevante papel social e cultural, acolhendo os peregrinos de outras regiões. Por isso, todo monastério dispunha de um albergue e de uma cervejaria. Os monges por serem os únicos que reproduziam os manuscritos da época, puderam conservar e aperfeiçoar a técnica de fabricação da cerveja.
Com o aumento do consumo da bebida, os artesãos das cidades começaram também a produzir cerveja, o que levou os poderes de públicos a se preocupar com o hábito de se beber cerveja. As tabernas ou cervejarias eram locais onde se discutiam assuntos importantes e muitos negócios concluíam-se entre um gole e outro de cerveja. A partir do séc. XII pequenas fábricas foram surgindo nas cidades européias e com uma técnica mais aperfeiçoada, os cervejeiros já sabiam que a água tinha um papel determinante na qualidade da cerveja. Assim a escolha da localização da fábrica era feita em função da proximidade de fontes de água muito boa.
Com a posterior invenção de instrumentos científicos (termômetros e outros), bem como o aperfeiçoamento de novas técnicas de produção, o que bebemos hoje é uma agregação de todas as descobertas que possibilitaram o aprimoramento deste nobre líquido.

Barbera



Origem
Uva tinta de boa cepa, que produz ótimo vinho varietal, marcadamente no Piemonte, noroeste da Itália. O vinho é equilibrado, mas com certa acidez, que lhe caracteriza. Ainda ocupa categoria inferior aos filhos da Nebbiolo (Barolo e Barbaresco), em qualidade e preço, mas vem crescendo sua expressão nos últimos anos.

Regiões de produção
Casta bem italiana, a Barbera tem como sua região de referencia o Piemonte, embora possa ser encontrada em quase todo o norte e centro da Itália. Os principais vinhos de região demarcada (DOC) são Barbera d`Alba e Barbera d`Asti (Piemonte). Hoje estão surgindo Barberas especiais, a partir de parreiras com produção reduzida, vinificação mais controlada e mesmo envelhecimento em barrica, com ótimos resultados (e desespero dos mais tradicionalistas).

Características dos Vinhos
Bela cor rubi vivo, com boa transparência; aromas de frutas vermelhas, ervas finas, um toque de especiarias e talvez hortelã; no paladar a acidez acentuada e equilibrada dá um nítido frescor, e abre o apetite. Os vinhos italianos, por alguma razão que escapa aos mais entendidos, sempre vão melhor acompanhados de bons pratos, do que em "solo".

Harmonização
Como assinalado acima, a acidez do Barbera faz com que seja boa combinação com massas em molho de tomates frescos, queijos amarelos (gruyére itálico), carnes leves e aves. Um sanduíche de prosciutto di Parma, queijo itálico, e carpaccio de cogumelos ficará perfeito. Um vinho mais para o almoço, para Verão e Primavera.

Aragonês



Origem
Excelente casta portuguesa tinta, assim designada no Alentejo. Na região do Douro chama-se Tinta Roriz e na Espanha é conhecida por vários nomes conforme a região: Tempranillo, na Ribera del Duero, Tinto Fino na Rioja, Cencibel em La Mancha, Tinto del Pais na Catalunia.

Regiões de produção
Portugal, Alentejo.
Está presente em quase todos os vinhos do Alentejo, mas normalmente não aparece como varietal, combinando-se com outras castas portuguesas, como a Trincadeira e a Touriga nacional.

Características dos Vinhos
Apesar de tradicionalmente não ser utilizada na forma varietal, hoje a Aragonez (no Alentejo) e a Tinta Roriz (no Douro), estão sendo elaboradas em "solo". Os varietais de Aragonês são vinhos com intensa coloração rubi-violáceo, que evolui com os anos para o rubi acastanhado; tem bom corpo, acidez equilibrada, aromas de frutas vermelhas com toques de caramelo, que evoluem para frutas secas e tabaco. Nenhum amargor, e final de boca muito agradável. Uma excelente uva.

Harmonização
Carnes leves, cogumelos, sopas, sanduiches bem elaborados ganham novos aromas e sabores quando acompanhados de aragonês. Excelente com brie, camembert e mesmo fondue de queijo. Na cozinha portuguesa, bacalhau ao forno, com azeite, cebolas e batatas (adicionar tomates vermelhos inteiros).

Aligoté



Origem
Uva branca da Borgonha (França); apresenta-se como varietal, no Bourgogne Aligoté, um vinho branco honesto, mas que não compete com os grandes borgonhas brancos, que são feitos com a Chardonnay.

Regiões de produção
embora alguns paises do Novo Mundo adotem a Aligoté, como África do Sul e Australia, sua referencia é a Bourgogne.

Características dos Vinhos
trata-se de um branco seco, cor palha com tons citrino, e bons aromas de frutas frescas claras (maçã, pera, toque de manga); no paladar sente-se uma boa acidez, pouco açucar, e um frescor natural. Não tem longa permanencia, mas é um vinho agradável.

Harmonização
Como todo branco de médio corpo, acompanha bem frios leves , saladas e peixes. Vai muito bem com queijos amarelos, e mousse de salmão ou de camembert.

Alicante



Origem
Uva tinta espanhola de superior qualidade. Também conhecida como Monastrell, em outras regioes da Espanha. Produz bons vinhos, secos e equilibrados. No sul da França, essa mesma uva é conhecida como Mourvèdre, onde produz vinhos muito bons. Não é uma uva para vinhos de guarda. Pode atingir elevada gradação alcoólica (~14,5%).

Regiões de produção
Região de Alicante, no leste da Espanha. Produz varietais de boa qualidade.

Características dos Vinhos
Vinhos de corpo médio, boa coloraçao rubi-violáceo, baixa permanencia, mas com sabor marcante de frutas vermelhas (cereja, amora, framboesa).

Harmonização
Carnes, sopas, chouriço e salame. Queijos amarelos e pães salgados.

Prosecco



Origem
uva branca italiana caracterizada pelo famoso espumante que produz. Originária do norte da Itália (região do Vêneto).

Regiões de produção
hoje tem-se espalhado pelo mundo, e pode-se ter o vinho Prosecco de qualquer procedência; mas os melhores Proseccos são sem dúvida os Prosecco di Valdobiadenne e Conegliano DOC e DOCG, no Vêneto. Vem ganhando muito espaço na apreciação do consumidor, como uma excelente alternativa de custo-beneficio e disponibilidade. Existem as opçoes frisante (it., frizzante) e tranquilo, mas são pouco disponíveis fora das origens.

Características dos Vinhos
É um vinho alegre, frutado, saboroso e consistente, nitidamente cítrico, com aroma e sabor lembrando pitanga, abacaxi e carambola.

Harmonização
acompanha canapés, saladas, mousses salgadas e salmão fresco ou defumado. Aliás o Prosecco vai bem acompanhando comida japonesa (sushi, sashimi, e afins). É uma excelente combinação com saladas especiais e almoços leves, ou um drinque no fim de tarde. Acompanha bem festas, celebrações e comemorações em geral. Em jantares, é um bom começo.

Moscatel (Moscato)



Origem
uva branca com elevado teor de açúcar, original da Alemanha e da Itália. É a mãe de muitos vinhos Mosel (Alemanha), e do espumante Asti italiano, produzido no Piemonte. A moscatel é muito apreciada como uva de mesa, e não chega a produzir grandes vinhos.

Regiões de produção
Piemonte, norte da Itália; Mosel, oeste da Alemanha. Vinhos adocicados e frutados, mesmo os espumantes. O mais famoso é o Moscato d´Asti.

Características dos Vinhos
espumantes doce e meio-doce, onde a acidez mistura-se com o elevado teor de açúcar, resultando num vinho de cor palha claro, sem maiores predicados.

Harmonização
bolos e doces.

Você conhece Jack?



Jack Daniel, um de 13 filhos, nasceu em 1850. Foi criado por um amigo da família até ser contratado para trabalhar com a família de Dan Call, quando tinha sete anos. Call, um pastor luterano, também era dono de um alambique de whiskey no Rio Louse.
Durante os vários anos que se seguiram, Jack aprendeu tudo que pôde sobre a fabricação de whiskey com Call. Então, em setembro de 1863, cada vez mais pressionado a dedicar a vida a elevar os espíritos em vez de vendê-los, Call vendeu a destilaria a Jack, que só tinha 13 anos na ocasião. Jack Daniel, como Dan Call, acreditava em amadurecer o whiskey novo através de carvão de bordo. Embora o processo fosse amplamente empregado, o tempo e as despesas envolvidos o tornavam menos popular entre os sovinas produtores de whiskey. Mas Mr. Jack achava que isso era essencial, assim, ele aperfeiçoou o processo de amadurecimento por carvão nos idos de 1866. Até hoje, é isso que dá ao Jack Daniel's seu caráter suave e gosto único. Prevendo a taxação do governo, Mr. Jack registrou sua destilaria em 1866. Ele foi o primeiro a fazer isso. Criando a mais antiga destilaria registrada do país. Embora medisse apenas 1, 57 m, a estatura de Mr. Jack como destilador continuou crescendo. Para marcar seu 21º aniversário, Jack foi às compras na cidade. Ele voltou usando uma casaca na altura do joelho e um chapéu de aba larga, que se tornariam seu uniforme diário para o resto da vida. Os que o conheciam afirmam que “uma vez que ele conseguia algo do jeito que queria, ele não o trocava nunca". Essa era a personalidade que caracterizaria o seu whiskey. Em 1904, Mr. Jack inscreveu seu whiskey de dugustação do Tennessee Old No. 7 na Feira Mundial de St. Louis, Missouri. Entre os 20 whiskeys de todo o mundo, o dele recebeu a Medalha de Ouro da Feira Mundial e foi celebrado como o melhor whiskey do mundo. Por volta de 1905, Mr. Jack chegou cedo ao trabalho um dia e tentou abrir o cofre de seu escritório. Ele não conseguia lembrar a combinação e então chutou o cofre com raiva. No golpe, quebrou um dedo e uma infecção se instalou. Ele acabou morrendo de envenenamento do sangue em 1911. Como Jack Daniel nunca se casou nem teve filhos, ele deixou sua destilaria para um sobrinho muito trabalhador, Lem Motlow, que dirigiu a destilaria durante a Lei Seca. Quantos anos tem Mr. Jack? Um incêndio na cidade destruiu os registros do cartório e datas conflitantes nas lápides de Mr. Jack e de sua mãe deixam em dúvida a data exata de nascimento de Mr. Jack. A única certeza é de que foi no mês de setembro. Mas, de qualquer modo, para um ícone americano como Mr. Jack, um dia só não bastaria para celebrar sua vida.
É bom ser reconhecido por seu trabalho. E ao longo dos anos, a Jack Daniel Destillery foi agraciada muitas vezes por seu excelente whiskey do Tennessee. Basta olhar qualquer garrafa de Old No. 7 e você verá a lista de Medalhas de Ouro que recebemos pelo nosso whiskey.

Vodka: Dicas e Curiosidades



Experimentando Vodka
1. Coloque a vodka escolhida em um pequeno copo e deixe alguns minutos até que o copo e o liquido fiquem à temperatura ambiente.

2. Primeiro, cheire a vodka. Perceba se o cheiro do álcool sobe rapidamente e queima ou faz arder seu nariz e olhos ou, se o cheiro é apenas forte, mas agradável.

3. Segundo, beba um pequeno gole e espalhe a vodka na frente da boca, depois na parte de trás da boca, antes de engolir. Sinta se a vodka queima as papilas gustativas ou somente as revigora.

4. Terceiro, respire fundo imediatamente antes de engolir e sinta como o vapor alcoólico chega à garganta. Novamente, perceba se é uma sensação de ardência ou uma queimação agradável.

5. Engula esta pequena quantidade e identifique onde você começa a sentir a bebida conforme ela desce.

6. Finalmente, beba o restante e engula. Perceba se a sensação de queimação se inicia na garganta e depois desce. Ou, se a queimação se inicia no estômago e sobe para o tórax.

7. Aprecie a pós-degustação. Há alguma sensação residual? Com algumas vodkas você pode detectar um sabor de alcaçuz ou de anis no fundo da boca. Este é um sinal de que você bebeu uma vodka destilada de grãos.

8. O paladar de cada um de nós é uma característica individual, no entanto, todos podemos distinguir uma vodka de qualidade se soubermos como avaliá-la.

Com o passar do tempo e o aprimoramento do paladar, seremos capazes de distinguir as características e qualidades da vodka para apreciá-la cada vez mais.

Como a Vodka é produzida?



A vodka é um destilado obtido a partir de grãos ou tubérculos. Este destilado é depois diluído em água até a concentração desejada. Neste sentido, diz-se que a verdadeira vodka russa é aquela com teor alcoólico de 40% em peso.
A qualidade da matéria prima tem influência nas características da vodka. O conhecimento dos produtos utilizados na sua produção é importante para o se aprender a apreciar a vodka.
Cereais
Até a década de 70 do século XIX o centeio foi o principal cereal utilizado como base para a produção das vodkas no Leste Europeu. Mais tarde, com a escassez da matéria-prima, outros cereais formaram a base para a produção do destilado ou passaram a ser misturados ao centeio em pequenas quantidades. São eles o trigo, a aveia e a cevada.
Nesta região européia, o centeio continua sendo o cereal de escolha para a fabricação das vodkas de melhor qualidade, principalmente por não causar efeitos colaterais.
Na Europa e nos Estados Unidos o trigo é bastante utilizado em função da facilidade de processamento e da existência de extensas áreas plantadas. Neste caso o amido é convertido a açúcar fermentável de onde se obtém o álcool. Isto permite a produção de um destilado com alto grau de pureza e neutralidade.
Tubérculos
A batata é o principal representante desta categoria de matéria-prima, além da beterraba. Os tubérculos são considerados como de qualidade inferior para a produção da vodka.
Tem a desvantagem de necessitar maior quantidade para produzir os destilados do que os grãos. Sua fermentação produz resíduos difíceis de serem removidos no processo de purificação.
Há uma tendência à vodka de batata ser mais pesada e de sabor mais acentuado.
Melaço
Extrato obtido no processo de fermentação da cana-de-açúcar ou da batata-doce, do qual se produz a vodka. Estas tendem a um sabor mais adocicado.
Malte
Ingrediente utilizado na preparação do mosto. Geralmente obtido do centeio.
Levedo
Ingrediente utilizado para acelerar a fermentação do mosto.
Água
A água é o segundo principal ingrediente da vodka, uma vez que ela corresponde a até 60% do conteúdo em peso de uma garrafa da bebida.
No princípio, na produção da vodka russa se usava a água leve dos rios russos, que não apresentavam dureza maior que 4mEq/L de minerais dissolvidos.
Atualmente a água é submetida a um rigoroso processo de purificação para a retirada dos metais pesados, aproximando-se da pureza da água destilada. A água destilada não é mais utilizada devido à tendência de tornar a vodka opacificada.
Antes de ser misturada ao destilado, a água é saturada com oxigênio, permitindo a obtenção de uma vodka leve e suave.
Fórmulas
A fórmula da mistura (cereal, água, malte e levedo) sempre foi objeto de pesquisa. O acréscimo de pequenas quantidades de outros cereais (cevada, trigo, aveia) deram à vodka um caráter discreto, diferente, sem, contudo alterar suas qualidades.
Várias experimentações foram realizadas até se chegar à mistura ideal de 40% por peso de destilado puro em água leve.
Destilação e Retificação
A destilação é a retirada do álcool de um líquido de baixa concentração alcoólica, cujo objetivo é obtê-lo (álcool) em maior concentração.
As destilarias de vodka obtêm o álcool de um líquido chamado mosto, formado durante a fermentação de uma mistura de grãos ou tubérculos e água. Portanto, o primeiro estágio na produção da vodka é a preparação deste líquido semelhante à cerveja, com baixo teor alcoólico.
Os cereais ou a batata são triturados e misturados à água. Este produto é aquecido para converter o amido em açúcar, resultando num líquido fino e doce. Em seguida é adicionado o fermento, resultando num líquido com teor alcoólico entre 6% e 8%. Depois a destilação converte este líquido num destilado básico.
A concentração alcoólica do líquido pode ser aumentada porque o álcool e a água evaporam a diferentes temperaturas, 77ºC e 100ºC respectivamente.
Entretanto, a água também evapora a 77ºC e seu vapor é misturado ao vapor do álcool. Assim, é necessário capturar várias vezes estes vapores, condensá-los e submeter o líquido à nova destilação.
A primeira fração do destilado contém grande quantidade de impurezas enquanto a última fração possui muito vapor d'água. Portanto, estas frações costumam ser descartadas, retendo-se a fração intermediária, que depois é novamente destilada para se reduzir o grau de impurezas.
Atualmente a vodka é destilada em um equipamento de destilação contínua, no qual o mosto inicial é aquecido e seus vários componentes evaporam a diferentes temperaturas. Este equipamento permite que a destilação separe todos os componentes num processo único.
O equipamento básico consiste em duas colunas: o analisador e o retificador. Ambos são divididos em compartimentos horizontais.
Vapor aquecido é introduzido na porção inferior do analisador e segue acima para cada compartimento, que são aquecidos. Ao mesmo tempo o mosto básico é introduzido na parte superior do retificador e segue descendo em cada compartimento que foi previamente aquecido pelo vapor proveniente do analisador. O mosto segue para o analisador aonde o álcool evapora, retornando para o retificador. Aí, segue acima até se condensar no compartimento não perfurado, de onde é extraído do retificador.
Neste estágio se obtém um destilado básico com muitas impurezas. O papel do retificador é remover as impurezas. Ele é dividido em vários compartimentos perfurados. O mosto entra na parte superior do retificador e é aquecido pelos vapores de água e álcool que sobem no analisador, conforme este desce na coluna do retificador. Estes vapores que sobem no retificador são condensados, separando-se inicialmente a água que fica coletada no fundo do retificador.
Quanto mais o vapor sobe no retificador, ele vai sendo resfriado pelo mosto frio que lá está entrando e a fração de álcool do vapor é condensada num prato não perfurado, onde o destilado é coletado e retirado em altas concentrações alcoólicas.
Atualmente os equipamentos possuem mais de duas colunas que fazem o processo continuamente, re-destilando e re-retificando o líquido várias vezes, produzindo um destilado puro com mais de 90% de teor alcoólico.
Estes processos podem apresentar vários problemas que levam à produção de vodkas com impurezas.
Após a destilação e a retificação a vodka é reduzida ao teor alcoólico desejado pela adição de água, sendo depois filtrada e purificada.
Filtração e Purificação
Uma das grandes características da vodka é a sua pureza. Enquanto outros destilados mantêm o sabor e o aroma, a vodka tem estas características removidas, tornando-se um destilado o mais claro e puro o possível. A maioria das impurezas é removida pela destilação e retificação. Depois a filtragem é realizada e a vodka final contém mínima quantidade de resíduos.
Atualmente a filtração da vodka é feita através de carvão, que é um material absorvente. Hoje o carvão ativado também é utilizado. A vodka é bombeada através colunas de carvão ativado. Este processo é lento, chegando a demorar até 8 horas, quando a vodka é obtida na forma brilhante e cristalina.
Finalmente, antes do engarrafamento, a vodka é filtrada através filtro de membrana que irá remover partículas minúsculas.
É costume se afirmar que a vodka não deixa ressaca ou não causa dor de cabeça ou náuseas. Isto é tão verdadeiro quanto maior a quantidade de impurezas removidas.
Basicamente, quando se bebe vodka, estamos bebendo álcool puro e água.
Estas são as impurezas mais freqüentemente encontradas em vodkas destiladas com processos de má qualidade, com a orientação para os odores que se manifestam:
Acroleína - odor acre, azedo, picante
B - odor de carne, caldo de carne
DMTs - odor de repolho cozido
Ésteres - odor adocicado e frutificado
Feints - álcool amílico, como removedor de esmalte
Acetaldeído - maças verdes
Diacetilacetato - adocicado, amanteigado ou caramelado
Metil-tiazina - odor de enxofre
Ionone - perfumado, adocicado

Aromatização

A aromatização da vodka é procedimento bastante antigo e era utilizada para ocultar os sabores desagradáveis e os odores indesejáveis resultantes do processo de destilação.
Outro papel da aromatização era o de acrescentar um sabor diferente ao do álcool puro, tornando-a mais palatável. Empregam-se diferentes tipos de ervas, frutas, pimenta, café, etc.
Assim a técnica de aromatizar a vodka se tornou uma tradição na Rússia e na Polônia que persiste até os dias atuais.
Estilos de Vodka
Ocidental
As vodkas européias e americanas são caracterizadas por sua pureza e claridade. Possuem aroma neutro e um sabor de álcool limpo. Isto combinado à suavidade. As técnicas de produção levaram a uma vodka com mínimas quantidades de resíduos aromáticos e de sabor.
Polonês
As vodkas polonesas primam pela pureza. Por outro lado, elas possuem sabor mais acentuado e mais aroma do que as vodkas ocidentais. Têm um discreto aroma adocicado e um paladar suave, sendo que o sabor adocicado demora a desaparecer. São discretamente mais oleosas.
Russas
As vodkas russas são muito suaves e não têm sabor adocicado como as polonesas. Deixam uma sensação de queimação, particularmente devido à presença de mínimas quantidades de fusel oils, termo utilizado para designar uma série de compostos indesejáveis que geralmente são removidos na purificação. Estes compostos são gordurosos e dão à vodka um paladar levemente oleoso e suave. A vodka russa tem um sabor marcante e agradável, sem a mesma suavidade da vodka polonesa.

Sobre o Conhaque



Um vinho branco, de graduação alcoólica muito baixa, produzido na região de Charente, sudeste da França, era muito apreciado na Grã-Bretanha e nos paises escandinavos. Devido á rapidez com que se deteriorava (por ser muito delicado), e às altas taxas que o governo francês aplicava à bebidas exportadas, alguns vinicultores resolveram destilar uma parte do vinho. Uma parte do álcool obtido na destilação, acabou envelhecendo em barris de carvalho (não há dados históricos que expliquem porquê isso aconteceu). Dessa bebida, que com o passar do tempo adquiriu uma cor caramelo , nasceu o conhaque, assim chamado, porque as melhores marcas são produzidas, justamente em Cognac, uma das cidades de Charente.

° O conhaque é destilado em alambiques, e envelhecido por dois anos, no mínimo, em túneis de carvalho, mas a maioria dos grandes conhaques é envelhecida, no mínimo, por três anos.


° O conhaque deve ser servido à temperatura ambiente e em cálices bojudos, para facilitar o contato com a palma das mãos, e permitir um leve aquecimento, propiciando o desprendimento dos aromas da bebida.


° É uma bebida que pode ser servida em Happy Hour, após uma refeição (com o café)...


Algumas marcas de conhaque:
(Conhaque envelhecido por mais de 4 anos e meio, que contém no rótulo as iniciais VSOP, Very Sepcial Old Pale (Brandy velho muito especial), reminiscência do antigo comércio com a Inglaterra)
° Courvoisier
° Hennessy
° Martell Medaillon

Regiões Produtoras de Whisky



A Escócia possui várias regiões produtoras de whisky. As mais conhecidas são: Lowlands, Campbeltown, Islay, Highlans e Speyside.
Lowlands:
Nas terras baixas ao sul da Escócia é onde se produzem os single malts mais leves e suaves. De sabor adocicado, agrada inclusive ao paladar feminino. As lowlands possuem três destilarias.
Características do whisky: delicado - leve - doce
Campbeltown:
Por estarem próximas do mar, as turfas dessa região recebem muita influência do fenol e iodo provenientes das brisas marinhas. O whisky de Campbeltown é forte e encorpado, mas de sabor generoso e atraente. Atualmente, tem duas destilarias, mas antes da guerra chegou a possuir cerca de 30.
Islay:
É uma bonita ilha da costa oeste da Escócia, que produz um whisky com estilo e personalidade diferenciados. Ao provar o whisky de Islay - pronuncia-se "Aila” - , não existe meio-termo: ou se detesta ou se apaixona por ele.
Todo legítimo blended whisky escocês possui em sua composição o single malt proveniente da Ilha de Slay.
A Ilha de Islay possui cinco mil habitantes e oito destilarias. Dá uma média de uma destilaria para 625 pessoas.
O Malt Whisky em Islay possui características excepcionais e é facilmente identificável. O aroma defumado torna-o seco e tão forte que muitos apreciadores afirmam que sentem o sabor de iodo das algas marinhas.
É a única ilha da Escócia que se orgulha de produzir um tipo de whisky que leva seu nome. Seus whiskys são conhecidos simplesmente por Islay Single Malt.
Características do whisky: salgado - defumado – medicinal
Highlands:
O whisky das terras altas, ao norte da Escócia é o mais reverenciado e conhecido em todo o mundo. É a maior região produtora de whisky escocês e onde se mistura e engarrafa.
Romântico, suave, frutado, admirável e glorioso. Essas são algumas das expressões dos especialistas em relação ao whisky produzido nas Highlands.
Muitas destilarias exibem em seus rótulos a classificação "Highland Malt Whisky". Isso serve para reforçar a excelência de um produto fabricado nessas terras abençoadas pela natureza.
Características do whisky: frutado - temperado - aromático
Speyside:
Também localizada nas terras altas e nordeste da Escócia, essa região é abastecida pelo Rio Spey e seus oito afluentes. Abriga enorme quantidade de destilarias ao redor de quatro principais cidades: Rothes, Dufftown, Elglin e Keith.
Região famosa por produzir os melhores maltes da Escócia. 50% das destilarias da Escócia concentram-se nesta região.
Características do Whisky: perfumado - frutado – floral.

Produção do Whisky



Para se obter o whisky são necessárias várias etapas: maltagem, moagem, maceração, fermentação, destilação e envelhecimento.
Maltagem:
A cevada é mergulhada em água fria de 48 a 60 horas. O grão estufa e na seqüência é espalhado em finas camadas por uma superfície plana. Remexe-se o cereal continuamente, homogeneizando a temperatura dos que ficam embaixo com os de cima.
Quando os brotos do malte começam a crescer, sabe-se que os níveis de açúcar contidos no cereal estão no ponto certo. Nesse momento é preciso secá-lo antes que cresça mais. Nesse estágio, o cereal é denominado de malte verde.
O cereal é secado no forno com o vapor quente originado do fogo provocado na parte inferior. A turfa é acrescentada a esse fogo, agregando um sabor defumado ao malte.
Moagem:
Para extrair a maior quantidade de substâncias fermentáveis dos cereais, os grãos são esmagados utilizando-se martelos hidráulicos ou moendas rolantes. Quanto mais fina for a farinha obtida, mais álcool se obterá.
Maceração:
A farinha é colocada em infusão na água quente, operação que libera o açúcar da cevada e forma um líquido denominado mosto. O processo é realizado em um grande destilador circular de aço inoxidável.
Nas destilarias de malte, o líquido obtido escorre pelas estreitas fendas do tonel de trituração, fazendo a separação do mosto e dos sólidos. O mosto vai para a fermentação e os sólidos são retirados e usados como ração de gado.
Fermentação:
É a fase em que se acrescenta lêvedo ao mosto, que está mantido a uma temperatura de cerca de 70ºC, em grandes recipientes de madeira ou aço inoxidável. O lêvedo começa a fermentar e a mistura libera gás carbônico e espuma.
Para que a espuma não transborde, as destilarias usam tampas e uma pá rotativa. O açúcar é transformado em álcool que, em um período de 40 a 72 horas, produz uma bebida fermentada doce, quente e turfosa, com um grau alcoólico entre 8 e 9%.
Destilação:
Através de tubos, a bebida fermentada vai para os alambiques para passar por duas destilações. O destilado, chamado de vinho baixo, possui cerca de 20% de álcool e está pronto para o segundo alambique.
O alambique de segunda destilação é menor. As várias formas de alambique determinam a composição e o sabor final do destilado. Aplica-se calor no alambique de segunda destilação e os vinhos baixos fervem, condensando e recolhendo os vapores.
Não se aproveita toda a porção destilada. Somente a parte do meio é encaminhada para o recebedor de bebidas. Nesse momento o destilado chega a ter 68% de álcool e ao final da destilação esse nível vai diminuindo. As partes voltam para a lavagem seguinte até atingirem o ponto ideal.
A bebida que resulta da segunda destilação é totalmente incolor. É acrescentada mais água pura até chegar a 63,5% de álcool. O destilado está ponto para o envelhecimento em tonéis de carvalho, onde adquirirá cor e sabor característicos.
processo de producao de whiskyEnvelhecimento:
Pelo longo tempo que o whisky fica envelhecendo nos barris, a bebida absorve o ar e perde algum volume e força. Para os escoceses, essa perda, cerca de 2% do conteúdo dos barris, representa a parte destinada ao felizardo "anjo".
Fatores Naturais para a produção de Whisky
Os deuses da natureza colocaram cinco importantes atributos, com muito carinho, nas regiões da Escócia: água, cevada, clima, turfa e urze. E esses cinco atributos é que fazem do Scotch Whisky uma dádiva exclusiva desse país.
fatores naturais da escocia para a producao de whisky Água:
Sem água não haveria Whisky. É o único elemento não-negociável. E na Escócia existem mais de 100 mil fontes de água puríssima e límpida, todas ideais para a fabricação do whisky.
As melhores destilarias estão situadas em regiões onde a incidência de chuvas é acentuada. Os destiladores aprenderam a reverenciar a chuva. Afinal, ela é o ponto de partida para a produção do whisky.
As águas que gozam de maior prestígio na Escócia são as que se encontram na Ilha de Islay. Essas águas percorrem longas extensões de turfa pantanosa que, impregnadas desse elemento, se tornam especiais para a fabricação de whisky.
fatores naturais da escócia para a produção de whiskyCevada:
Os antigos egípcios já utilizavam a cevada na fabricação da cerveja, mas existem histórias de que esse cereal já era cultivado pelo homem entre 5 e 10 mil anos atrás.
Clima:
A Escócia tem as condições climáticas ideais para a produção de whisky. A temperatura e a umidade provenientes das chuvas colaboram para seu envelhecimento.
melhores fatores para o scotch whiskyTurfa:
Há milhões de anos, nas terras onde hoje é a Escócia, existia uma grande floresta densa. Com o tempo, as árvores, arbustos e flores dessa floresta foram se decompondo, o que fez surgir um material orgânico chamado turfa.
A turfa é inflamável e seu fogo produz poucas labaredas e muita fumaça. Utilizada no processo de secagem do malte, essa fumaça se impregna na cevada e dá um sabor característico de defumado.
Urze:
Típicas dos campos montanhosos da Escócia, as urzes, conhecidas também como Heather, são pequenos arbustos com florzinhas coloridas e perfumadas. A água da chuva escorre pelas urzes, se impregna de perfume e escorre sobre a turfa, proporcionando aromas e sabores muito especiais.

Malbec



Origem
Uva tinta originária da região de Bordeaux (França). Trata-se de uma casta muito semelhante a Merlot, e com as mesma s características de cor rubi violácea, sabor maduro de frutas secas e especiarias; no paladar nota-se um leve adocicado, devido principalmente aos taninos redondos e elevada alcoolicidade que alcança. Capaz de produzir vinhos de guarda; sendo que em menos de 3 anos apresenta vinhos desequilibrados, onde alcool, acidez e taninos guerreiam contra o consumidor.

Regiões de produção
Como outras uvas francesas, espalhou-se pelo mundo; é bastante utilizada em vinhos varietais, principalmente na Argentina e Califórnia. Na França ainda entre como corte nos vinhos Bordeaux, junto com Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Mas sua terra hoje é Mendoza.

Características dos Vinhos
O vinho Malbec varietal apresenta uma bela cor vermelho púrpura, intensa, e aroma frutado revelando vinho novo; no paladar apresenta-se saboroso e macio, indicando que os açúcares escondem bem os taninos. Os mais envelhecidos, se foram bem produzidos, apresentarão grande harmonia, bom corpo, e longo fim de boca (com leve amargor).

Harmonização
Harmoniza-se com carnes vermelhas, churrasco, feijoada, e queijos fortes, pois tem taninos e antocianos (pigmentos da uva) fortes, mas não agressivos -- quando bem elaborados e envelhecidos 2 ou 3 anos, podendo ser até bem mais. Não combinará com defumados, nem com gorgonzola, nem com massas com tomates. Muito menos com saladas.

BRANDY E COGNAC





Graduação alcoólica de 40 a 50%. Em diversos idiomas, o termo geral utilizado para definir bebidas alcoólicas é uma corruptela da palavra queimar, numa referência ao processo de destilação e não à expressão aguardente. Os antigos destiladores, submetiam vários líquidos à ação do fogo, para transformá-los em vapor e reconstituí-los numa forma diferente. Em todos os idiomas do norte da Europa, por exemplo, brand significa queimar. Dessa forma, através dos séculos, brandy veio a significar destilados de frutas. Qualquer fruta fermentada e destilada transforma-se num brandy e qualquer bebida destilada de frutas é um brandy. No entanto, a palavra brandy é mais usada para definir destilados de vinho, como o armagnac e o conhaque. Desta forma quando a palavra brandy se apresentar em um rótulo, sem maiores especificações, estará identificando um conhaque ou um armagnac. Saiba mais sobre alguns dos brandies consumidos do mundo.
Aliziergeist. Graduação alcoólica de 45%. Brandy de frutas no estilo eau-de-vie, feito na Alsácia com os frutos da sorveira selvagem.
Applejack. O brandy de maçã é o ingrediente principal de muitos coquetéis, e o Applejack americano é o brandy de maçã mais popular que existe. Pode ser tomado em combinação com outras bebidas ou puro, para quem gosta de bebidas fortes. Os EUA e a França são os maiores produtores do mundo, sendo que, na França, ele é conhecido por eau-de-vie de cidre. O melhor desses brandies é o Calvados, produzido em região demarcada na Normandia.
Asbach ®. Graduação alcoólica de 40%. É o mais famoso brandy alemão, feito em Rüdesheim, na região do Reno. Como o conhaque, os bons brandies alemães são envelhecidos em madeira. Outras marcas famosas são Dujardin e Scharlachberg. Na Alemanha, um brandy de alto nível de qualidade é chamado weinbrand, os mais modestos levam o nome de branntwein aus wein.
Brandy de Abricó. Muitos países rotulam como brandy de abricó, produtos feitos pela infusão da fruta num destilado neutro. Este produto, ainda que respeitável, não é um brandy, é um licor. Um verdadeiro brandy de abricó, não utiliza base alguma, é destilado da própria fruta. Um exemplo famoso é o Barack Pálinka® (graduação 40%), originário da Hungria .
Marc. Graduação alcoólica de 40 a 45%. Termo francês para cascas de uva e para o rude brandy feito com elas, equivalente à grappa italiana e ao tresterschnapps alemão.
Metaxa®. Brandy encorpado e aromático feito com uvas da Ática pela maior destilaria da Grécia, a Metaxa. Os brandies gregos são às vezes muito doces e espessos, e eventualmente adoçados até o ponto de licor. Mas alguns deles são muito bons.
Mirabelle. Graduação alcoólica de 45%. Ótimo brandy do tipo eau-de-vie, destilado de ameixa amarela do tipo mirabelle na França, Alemanha e Suíça.
Napoléon. Os rótulos de conhaque evocam com frequência o famoso imperador francês. Tal citação indica que o conteúdo da garrafa foi envelhecido, no mínimo, por cinco anos. Curiosamente, o brandy tipo Napoléon de uma determinada destilaria não é o melhor produzido por ela, mas quase sempre o segundo da linha. A empresa Courvoisier diz que, certa vez, grande parte de sua produção foi reservada para o imperador, pouco depois de sua abdicação, quando pretendia fugir secretamente para os Estados Unidos. Por isso, eles usam o slogan o brandy de Napoleão. Algumas garrafas de conhaque, supostamente produzidas na época de Napoleão, já foram vendidas por grandes somas em leilões. A autenticidade dessas garrafas nunca foi comprovada, mas dificilmente elas são tão antigas quanto se pretende. Ainda que um brandy tão velho tivesse inegável valor histórico, ele não seria mais maduro que na época de seu engarrafamento. Isso porque, na garrafa, o conhaque não amadurece, enquanto nos tonéis, ele se deteriora após cerca de setenta anos.
Slivovitz. Graduação alcoólica de 40 a 50%. Nome genérico de um excelente brandy de ameixa produzido em vários países da Europa e nos Balcãs, reconhecido também como o drink nacional da Iugoslávia. O Slivovitz é feito com as grandes e doces ameixas do tipo pozega, da Bósnia, colhidas apenas em árvores que tenham mais de vinte anos de idade. Parte dos caroços também é usada, resultando numa bebida seca e com um sabor oleoso semelhante ao da amêndoa, um sabor que muitos consideram desagradável, mas que desperta entusiasmo nos connaisseurs da Europa. Outra característica que distingue o Slivovitz das eaux-de-vie de ameixa produzidas na Europa é o método de envelhecimento, que utiliza madeira, conferindo à bebida um cor marrom amarelada.

Historia da Vodka



HISTÓRIA
Existe uma grande discussão a respeito de a produção de vodka ter se iniciado ou não na Rússia.
No final da década de 1970 as empresas russas produtoras de vodka foram ameaçadas de não mais poderem utilizar o nome vodka em suas bebidas sob o pretexto de que este nome (vodka) seria de uso exclusivo de companhias estrangeiras, uma vez que já produziam esta bebida há mais tempo.
Esta alegação se baseava em um decreto do governo russo de 26 de agosto de 1923 autorizando a produção de vodka naquele país, enquanto os outros países já a produziriam desde 1918. Entretanto, aquele decreto assinalava tão somente a permissão para a retomada da produção de vodka na Rússia, proibida desde 1917, ano da Revolução Russa, quando foi mantida a decisão dos governos czaristas de proibição de produção de bebidas alcoólicas desde 1914, durante a Primeira Guerra Mundial.
Esta questão foi resolvida e as indústrias estrangeiras renunciaram ao título de inventoras da vodka.
Pouco tempo depois foi a vez da Polônia alegar a descoberta e o inicio de produção da vodka. Após a publicação dos estudos realizados pelo historiador russo William V. Pokhlióbkin em seu livro História da Vodka em 1991, parece ter sido reconhecida a condição da Rússia como inventora da vodka.
No entanto, sempre permanecerá uma dúvida sobre a prioridade de um lado ou outro em uma região como o leste europeu. Esta região foi motivo de muitas lutas, conquistas e reconquistas por diferentes grupos políticos e sociais. Isto praticamente impede a identificação de um grupo étnico em particular como inventor da primeira versão da vodka.
Entretanto, "vodka" é indubitavelmente uma palavra nativa russa, cujo surgimento data do século XIV. Como bebida, o nome vodka foi reconhecido internacionalmente como um tipo de destilado.
Quando se analisam a terminologia e a cronologia, se vê que o termo "vodka" foi aplicado a produtos completamente diferentes.
O sentido atual da palavra vodka como o de uma bebida alcoólica forte é conhecido amplamente. No entanto, seu real significado em russo é simplesmente água (vodá , em russo), na forma diminutiva vodka (agüinha). Vodotchka, a outra forma diminutiva de vodá também foi associada a uma bebida alcoólica, porém sem uso comercial.
Os primeiros registros do termo vodka aparecem em dicionários publicados no final do século XIX e início do século XX já com seu significado de bebida alcoólica forte.
Supõe-se que o motivo pelo qual uma bebida alcoólica forte tenha recebido o nome de vodka (agüinha) se deva à importância que os russos davam à água proveniente de suas fontes e rios cristalinos, como base para a produção de todas as bebidas. Daí também porque outras bebidas destiladas no leste europeu terem recebido o nome de "aqua vitae" (água da vida).
O termo vinó, utilizado nos séculos IX ao XIII para designar o vinho de uva, ganha novo significado a partir do século XIV, após o aparecimento de uma bebida forte com características embriagantes. Assim, se supõe que a vodka tenha aparecido antes que seu nome surgisse.
Nos séculos X e seguintes, além do vinho de uva, uma outra bebida chamada hidromel, produzida a partir da fermentação do mel, também se tornou importante. Era a principal bebida consumida pela população russa, de fácil produção e fartamente disponível.
Mais tarde, por volta do século XV, o mel, enquanto matéria-prima para a produção de bebidas, se tornou escasso. Assim, encontrou-se nos cereais a matéria-prima mais barata e disponível para a produção local de bebidas alcoólicas, principalmente alguns tipos de cerveja, chamados kvas, sikera, ol ou pivo.
Desta forma, pode-se afirmar que na Rússia, entre os séculos IX e XIV, havia cinco tipos de bebidas alcoólicas:
1. o vinó - vinho de uva
2. o hidromel - fermentação do mel
3. a beriozovita - fermentação da bétula
4. o kvas - cerveja comum
5. o ol - cerveja forte

O kvas e o ol eram produzidos a partir da fermentação artificial de cereais - centeio, cevada e aveia.
Entre os séculos XV e XVI novas bebidas feitas a partir da destilação de cereais fermentados surgiram, todas recebendo nomes semelhantes aos das bebidas já conhecidas. Tratava-se portanto da primeira bebida de cereal obtida pela destilação do produto da fermentação de cereais ricos em açúcar e amido.
Os registros apontam o ano de 1386 como um provável marco na origem da palavra vodka quando se conheceu a "aqua vitae" trazida de Kafa, colônia genovesa na Criméia, por um embaixador genovês em visita à Lituânia. Como a bebida fosse forte, a sua diluição em água pode ter originado o termo vodka para tal mistura.